O trabalho das mulheres sustenta o RIO e garante a vida!

Em busca de sobrevivência, todas as manhãs, nós mulheres partimos dos cantos mais distantes para produzir a cidade em que vivemos.

Para as mulheres, sobretudo as mulheres negras, trabalhar sempre fez parte da existência. Começou com a escravização de nossos ancestrais. Somos provedoras, cuidadoras e lideranças. Principais defensoras dos direitos humanos, enfrentamos a violência e lutamos por reconhecimento. Assumimos, solidárias e solitárias, responsabilidades que são do Estado, das empresas e da sociedade como um todo e desempenhamos tarefas sem as quais não pode haver vida. Mesmo assim, somos preteridas quando disputamos posições de liderança ou melhor remuneração. Nos dedicamos ao cuidar, porque assim nos foi ensinado desde a infância, mas nos vemos sozinhas sempre que precisamos de alguém que cuide de nós.

Somos o esteio de nossas comunidades. Nossa EXISTÊNCIA É ATRAVESSADA PELO TRABALHO, PELA LUTA E PELO CUIDADO.

Como mulheres negras, ganhamos, em média, 60% do que ganha um homem branco e somos as primeiras demitidas quando as crises chegam. Lutamos por acesso a trabalho digno e por renda justa. Disputamos os espaços da cidade e as poucas oportunidades de formação de qualidade. Criativas, fazemos girar a roda da economia solidária, incentivando e valorizando práticas de produção mais justas e humanizadas para toda a gente. Poucos percebem, mas é pelas mãos das mulheres que a cidade se desenvolve. Somos revolucionárias das nossas existências e nos perguntamos: o que acontecerá com a cidade se, um dia, as mulheres negras PARAREM de trabalhar?

A Economia do Cuidado é tudo aquilo que fazemos e que todo mundo, e até nós mesmas, achamos normal fazer. Mantemos limpo e organizado nosso lar, preparamos a comida, cuidamos das crianças, dos idosos, das pessoas doentes e das pessoas com necessidades especiais. Sem falar nas longas jornadas de nove meses, muitas vezes difíceis, em que geramos vida e garantimos a permanente renovação da sociedade.

A Economia do Cuidado é a base de todas as outras formas de trabalho e produção. Sem essa nossa fundamental e árdua contribuição, a economia toda entra em COLAPSO, mas o sistema atual ignora tudo isso que fazemos. Finge que não vê o que está acontecendo e, desta forma, continua a gerar injustiças econômicas e sociais, e sempre maiores desigualdades. 

É hora de rever prioridades e de garantir condições dignas para todos as trabalhadoras e trabalhadores! Você já imaginou quantos bilhões de reais seriam injetados no mercado se a Economia do Cuidado fosse contabilizada?  

Queremos um futuro que tenha a nossa voz, a nossa cor e o nosso jeito de falar, de viver e de sentir. Imagine uma cidade que garanta salário e renda dignos, educação, saúde, moradia, transporte e segurança para todas as pessoas. Uma cidade com a NOSSA CARA!

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